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Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional

O que é?

Distúrbio psíquico desencadeado por estresse prolongado, pressão e excesso de responsabilidades no trabalho, levando ao esgotamento, exaustão emocional, sensação de que se chegou ao limite, distanciamento das relações pessoais e diminuição do sentimento de realização profissional e pessoal.

Ela foi incluída na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) da Organização Mundial de Saúde (OMS), e entrará em vigor em Janeiro de 2022.

Quais profissionais podem ser acometidos pela doença?

Qualquer profissional pode desenvolver a síndrome, porém é mais comum em profissionais da área de saúde, educação, policiais, agentes penitenciais, bombeiros e pessoas que apresentam jornada dupla de trabalho.

Principais causas?

Excesso de trabalho, situação ou ambiente de trabalho desgastante, com muita competição e/ou pressão em demasia são algumas das causas para o esgotamento profissional.

A Pandemia de COVID-19 trouxe outras causas para serem incluídas nas já existentes. Com o aumento do home Office, o que antes era demarcado por espaços físicos distintos, casa e ambiente de trabalho, agora se mistura. A vida pessoal invade a vida profissional e vice versa, dando a sensação de aumento na jornada diária de trabalho, dificuldade de estabelecer o fim do expediente de trabalho, dificuldade para eleger e focar as atividades (profissionais e pessoais) que precisam ser desenvolvidas, entre outras. Neste novo ambiente de trabalho se encontram membros da família (filhos, maridos, mães, pais, irmãos, avós), muitas vezes com demandas e solicitações durante o trabalho. Junto a essas questões podemos acrescentar a insegurança e angústia pelo medo do que está por vir e o distanciamento social necessário do momento, que faz com que a solidão invada o dia a dia, os dias fiquem parecidos, os momentos de laser diminuam e dificultando o suporte de amigos e parentes.

Alguns sintomas?

Estresse, irritabilidade, raiva, tristeza, exaustão extrema (sensação de estar abacado), esgotamento físico, ansiedade, dificuldade de concentração, mudança brusca de humor, lapsos de memória, insônia, sensação de que tem pouco a oferecer no trabalho.

É importante observar o aumento da quantidade de álcool, e medicamentos.

Que tipo de ajuda buscar?

A terapia tem um importante papel para que o cliente se conheça (seus medos, angustias, cobranças, expectativas, o que está acontecendo com ele), entenda se sua jornada está sendo coerente com suas necessidades e demandas. A partir do autoconhecimento ele terá mais condições de fazer escolhas coerentes com o que precisa. Trabalhar a aceitação de suas limitações, fazer ajustes coerentes com sua realidade e/ou necessidades e buscar o autossuporte. Com a terapia, a tendência é que aja em curto prazo uma considerável redução nos sintomas.

Em alguns casos o acompanhamento psiquiátrico com uso de medicações se torna necessário.

A prática de exercício físico regularmente e exercícios relaxantes podem contribuir no controle dos sintomas.

 

Referências:

http://antigo.saude.gov.br/saude-de-a-z/saude-mental/sindrome-de-burnout

https://www.scielo.br/pdf/rpc/v34n5/a04v34n5.pdf