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Promovendo experiências reparadoras: como isso acontece na terapia?

É natural passarmos por experiências e relações que deixam marcas por vezes dolorosas e que acabam por repercutir em nós ao longo da vida. Essas marcas podem ter consequências mais ou menos graves ou duradouras, dependendo do suporte interno e externo que tivemos para vivê-las, nossa capacidade de resiliência para superá-las. A psicoterapia é uma das possibilidades de vivermos a reparação para nos proporcionarmos uma vida mais leve, com uma bagagem menos dolorosa de carregar.

Gosto de comparar o espaço seguro da psicoterapia com um laboratório em que se experiencia com cuidado entrar em contato com essas marcas antes de expor para o mundo. Neste espaço seguro, podemos atualizar o que ficou em nossa bagagem com a ajuda da relação terapêutica, nos colocando diante de medos e inseguranças só que, desta vez, bem acompanhados. É possível, então, perceber nossos recursos e que damos conta de dar um novo fim para uma história antiga. É preciso entrar na dor para sair dela, e isso pode ser muito difícil e assustador de se fazer sozinho. Percorrer esse caminho com uma testemunha e companhia neste processo, sendo observado e cuidado em cada passo, uma pessoa que ajude a colocar luz sobre o caminho da saúde e do desenvolvimento pessoal respeitando seu ritmo é muito reparador.

Também podemos estar em relações que proporcionem este mesmo conforto para experimentar e, desta vez, não se retraumatizar, e sim reparar. O caminho da saúde está em, justamente, escolher bem as companhias e diversificá-las, ter relações reparadoras não só na terapia, mas com a ajuda dela conseguir identificar e nutrir esse tipo de relação. Atualizar antigas formas de funcionar, ver o mundo e estar nas relações é possível testando de forma segura e levando para a vida.