A maioria de pais e/ou cuidadores, em um determinado momento do desenvolvimento infantil, começa a se deparar com situações diferentes da rotineira e que geram conflitos principalmente na família.
Nota-se que o comportamento da criança começa a mudar. Há um gradual desinteresse do mesmo por seus brinquedos favoritos; aumenta a necessidade de ser aceito em grupos de amigos e cada vez mais as regras e limites são questionados e testados.
Há de se perceber que chegamos a uma nova fase do desenvolvimento, a pré- adolescência. Mas qual a relevância em delimitar um período relativamente curto (de 10 a 14 anos) do ciclo de vida?
Apesar de transitório, o período guarda profundas mudanças e demanda forte presença dos pais a fim de possibilitar um desenvolvimento saudável e uma adolescência menos conflituosa. A criança começa a querer ser reconhecida como um indivíduo autônomo e não percebe que ainda precisa amadurecer para tal.
Para a criança, também existem desafios! A entrada na puberdade, com rápidas e importantes mudanças físicas e psíquicas podem causar grandes conflitos internos e inseguranças. A perda dos pais ideais, ou seja, aqueles pais que em sua fantasia são onipotentes podem vir carregados de angustia e frustração.
Todos esses sentimentos e emoções podem vir a desencadear problemas psicológicos como a bulimia, anorexia e depressão, por exemplo. É importante lembrar, que muitas pessoas acreditam que essas doenças só acometem adultos, porém cada vez mais observamos crianças com esses diagnósticos.
Em psicologia do desenvolvimento humano, sempre buscamos agir no âmbito da prevenção, para alcançarmos resultados melhores. Não esperar que os problemas se agravem e buscar apoio profissional antes que a situação se torne limite, nos garante uma intervenção mais eficaz, sempre objetivando a melhoria da qualidade de vida de todos os envolvidos.

